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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

ESPECIAL CINEMA EM SUPER-8 (1° parte)



Então pessoal, é hora de começar os trabalhos, e nada melhor do que um pacote especial para começar, o especial CINEMA EM SUPER-8 surgiu de um bate papo com um diretor de cinema amigo meu premiadissimo chamado DIEGO BENEVIDES, onde ele me contava que tinha adiquirido um antiga filmadora SUPER-8,depois desse papo já corri pra ir atras de uma pra mim e já esta encomendada, assim que chegar eu posto a minha foto com ela pra vocês.Eu querendo saber mais sobre o tema encontrei alguns textos traduzidos por "LAURA VISCONTI" e é partindo desses textos que começo esse especial que é uma viagem ao mundo das imagens em SUPER-8, espero que se apaixone.

"A história dos filmes realmente 'feitos em casa' começou em 1923. Apesar de filmes em 35mm serem padrões para lançamentos cinematográficos por décadas, a película larga emperrava, era cara e perigosa, devido à sua natureza inflamável.

Por anos, a Eastman Kodak Company trabalhou para desenvolver um sistema de equipamentos cinematográficos e películas que seriam suficientemente fáceis de serem usados pelos fotógrafos amadores, e ainda assim, com um preço aceitável. O resultado foi a câmera de 16mm 'Cine Kodak' e o projetor 'kodascope'. A câmera pesava em torno de 7 pounds e tinha de ser manivelada à mão a duas rotações por segundo durante as filmagens. Um tripé vinha incluso no pacote e tudo custava em torno de U$335.00! Isso numa época em que o novo automóvel da Ford podia ser comprado por U$550.00.

Deste modo, fazer filmes em casa não era um hobby barato, mas era capaz de proporcionar resultados excitantes e de alta qualidade. Por volta de 1932, quando a América estava prestes a enfrentar a Grande Depressão, um novo formato, o 'Cine Kodak Eight', surgiu. Utilizando um formato especial de película 16mm que tinha o dobro do número de perfurações em ambos os lados, a pessoa que estava filmando corria a película pela câmera em uma direção, aí recarregada e expunha o outro lado do filme, da mesma forma que uma fita K7 é usada hoje em dia.

Já que a janela de 8mm é um quarto do tamanho da de 16, este método reduziu a quantidade de filme necessária para dar o mesmo tempo de filmagem - 4 minutos - como o comprimento padrão de 100 pés do filme de 16mm. Depois da revelação, o laboratório tinha que cortar a película no sentido do comprimento e abaixo do centro, e juntar uma ponta com a outra, o que rendia 50 pés de filme em 8mm finalizado, que se traduzia por 3 minutos de filmagem a 18 quadros por segundo, enquanto que esta mesma medida em 16mm representa menos de dois minutos. O sucesso da película de 8mm foi quase imediato e em aproximadamente 15 anos os filmes em 16mm se tornaram quase que exclusivamente um formato utilizado por cinegrafistas profissionais.

Na década de 50, câmeras caseiras de 8mm eram comuns em festas de família, eventos especiais ou férias. Nos anos 60, começaram as pesquisas para se chegar a um sistema melhor de produtos para filmes caseiros e que também tivesse utilidade em aplicações áudio visuais. Os cientistas da Eastman procuraram simplificar mais ainda o processo de se fazer um filme enquanto melhoravam a qualidade do que era filmado. Tornou-se necessário que os cientistas criassem um novo produto, que não fosse muito diferente das tecnologias já existentes. Na verdade, as melhores qualidades dos formatos antigos deviam ser consideradas.

Assim, para facilitar ainda mais a vida do cineasta amador, foi introduzido no 8mm o cartucho, que fazia desnecessário o carregamento do filme no escuro. O conceito de câmera cinematográfica com carregamento por cartucho existe desde 1936, quando foi apresentado com a câmera de 16mm Cine-Kodak Magazine. Nesta época, no entanto, o cartucho do filme era feito por plástico moldado por injeção, ao invés de metal, o que precisava de trabalho manual e corria o risco de esmagar o filme. O tamanho 8mm foi mantido por razões econômicas, mas com muitos avanços significativos:

Carregamento por cartucho eliminava a oscilação do filme. Não era preciso que houvesse a sacudidela que acontecia durante o carregamento, e todo o filme, de 50 pés, podia ser rodado sem interrupção. Ao invés de fabricar as formas "Daylight" e "Tipo A" (Tungstênio) do novo filme, cada câmera de Super 8 tinha um filtro próprio, tornando possível a fabricação só de produtos "Tipo A", que poderia ser usado em ambos os tipos de luz. A perfuração (furos tipo roda dentada) foi reduzida em tamanho, permitindo uma área mais ampla para a impressão do filme que era mais ou menos 50% maior que a padrão do filme de 8mm. Foi justamente essa mudança na medida da perfuração, do fotograma e na introdução do cartucho que tornou o formato 8mm em Super-8. Maximizar a largura do filme foi um conceito originado na França por Pathe, com o sistema de câmera de 9.5mm.

A perfuração também foi movida para um ponto adjacente ao centro da janela do filme, tornando as cenas estabilizadas mais simples. Os formatos 16mm e 8mm padrão tem a perfuração no canto da janela para reduzir a obscuridade da imagem no começo e no fim do rolo causados durante o carregamento do filme. Como o Super 8 é um filme carregado por cartucho, isso não representava mais um problema. Virtualmente todas as câmeras de Super 8 teriam um medidor de luz próprio, uma característica surgida no começo dos anos 50 em câmeras de 16mm e em 1960 em câmeras de 8mm.

O próprio cartucho dava informações para a câmera sobre a velocidade (ISO) do filme e informações sobre filtro no caso dos produtos preto e branco. Entalhos precisos eram feitos em pontos específicos na extremidade do cartucho, ativando interruptores mecânicos ou elétricos na maioria das câmeras de Super 8. A maioria das câmeras de Super 8 eram fabricadas com motores movidos à bateria, eliminando a necessidade de um sistema mecânico de corda de transportes.

Em Abril de 1965, este revolucionário novo formato foi apresentado, e enquanto o mercado mudou nos últimos 30 anos, novas gerações de cinegrafistas, com projetos de filmes e aplicações que não existiam em 1960, passaram a aceitar o filme pequeno. Muitos dos grandes cineastas e fotógrafos de hoje começaram suas carreiras há décadas, no balcão da foto-ótica local, comprando um cartucho de filme Super 8.


Desde seu começo, como meio de se fazer filmes em casa nos anos 60, filme em Super 8 continua vivo e bem, e tornando possível para virtualmente qualquer um trazer para tela o 'olhe e sinta' do filme real.

Como estudantes de artes, muitos dos cineastas profissionais de hoje em dia criaram seus primeiros filmes em Super 8. Trinta anos depois, este meio de pequeno padrão ainda é uma maneira fácil e barata para estudantes e entusiásticos trabalharem em resolução cinematográfica e profundidade de cor que ainda hoje não foram superados pelas últimas tecnologias em vídeo. Não surpreendentemente, a magia do Super 8 achou até um caminho nos melhores vídeos-clips e comerciais de hoje em dia."

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